Informações

Estados das Ocorrências

  • Despacho de 1º alerta – Meios em trânsito para o teatro de operações.
  • Chegada ao TO – chegada ao teatro de operações.
  • Em curso - Incêndio em evolução sem limitação de área
  • Em resolução – Incêndio sem perigo de propagação para além do perímetro já atingido
  • Em conclusão – Incêndio extinto, com pequenos focos de combustão dentro do perímetro do incêndio
  • Vigilância – Meios no local para atuar em caso de necessidade
  • Encerrada – Entrada, nas respetivas entidades, de todos os meios envolvidos​
  • Falso alarme
  • Falso alerta

Meios

  • Operacionais - Bombeiros, Força Especial de Bombeiros, PSP, Forças Armadas, INEM, Equipas Sapadores Florestais, GNR, GIPS Grupo Intervenção de Proteção e Socorro
  • TERRESTRES - Veículos rodoviários
  • AÉREOS - Helicópteros / Aviões

Os números disponibilizados são os totais de meios acionados. O número pode diferir dos meios que se encontram no teatro de operações (TO), uma vez que os meios acionados podem ainda estar em trânsito para o mesmo

As horas indicadas, tanto no gráfico de meios como na linha de tempo, dos estados dos incêndios, indicam a hora em que o nosso sistema detetou uma mudança de dados por parte da ANEPC, podendo não corresponder ao momento exato em que essa alteração ocorreu.

Risco de incêndio recolhido via IPMA.

Ícones com opacidade reduzida

Os ícones apresentados com opacidade reduzida correspondem a ocorrências cuja natureza é:

  • Gestão de Combustível
  • Queima
  • Prevenção a Queimadas

Índices de Perigo de Incêndio

  • (FWI) Índice Meteorológico de Perigo de Incêndio - Este é o índice final do sistema Canadiano, sendo calculado em função dos seus sub-índices ISI e BUI.
  • (FFMC) Índice de Humidade dos Combustíveis Finos - Este índice classifica os combustíveis finos mortos, de secagem rápida, quanto ao seu conteúdo em humidade. Corresponde, assim, ao grau de inflamabilidade destes combustíveis, que se encontram à superfície do solo. O conteúdo de humidade destes combustíveis às 12 UTC de um determinado dia depende do conteúdo de humidade à mesma hora, do dia anterior, da precipitação (mm) ocorrida em 24 horas (12-12 UTC) e da temperatura (ºC) e da humidade relativa do ar (%) às 12 UTC do próprio dia. A intensidade do vento influencia apenas na velocidade de secagem destes materiais.
  • (ISI) Índice de Propagação Inicial - Este índice de propagação inicial do fogo, depende do sub-índice FFMC e da intensidade do vento (km/h) às 12 UTC.
  • (BUI) Índice de Combustível Disponível - O índice de combustível disponível é um fator de avaliação dos vegetais que podem alimentar um fogo (combustíveis "pesados" que se encontram no solo) e é calculado a partir de dois dos sub-índices: DMC e DC.
  • (DC) Índice de Húmus - Este índice traduz o conteúdo de humidade do húmus e materiais lenhosos de tamanho médio que se encontram abaixo da superfície do solo até cerca de 8 cm. O índice de húmus é calculado a partir da precipitação ocorrida em 24 horas (12-12 UTC), da temperatura e humidade relativa do ar às 12 UTC e do índice de húmus da véspera.
  • (DMC) Índice de Seca - Este índice é um bom indicador dos efeitos da seca sazonal nos combustíveis florestais (húmus e materiais lenhosos de maiores dimensões), que se encontram abaixo da superfície do solo, entre 8 e 20 cm de profundidade. O índice de seca é obtido a partir da precipitação ocorrida em 24 horas, da temperatura às 12 UTC e do índice de seca verificado na véspera.

Informação retirada do IPMA.

Perigo de Incêndio Rural (RCM)

O Risco Conjuntural e Meteorológico (RCM) resulta da combinação do FWI com a carta de perigosidade do território. Não é o FWI — é um índice integrado, calculado por concelho, e é o indicador oficial usado em alertas públicos.

O RCM é classificado em cinco classes:

  • Reduzido
  • Moderado
  • Elevado
  • Muito Elevado
  • Máximo

Sempre que esta camada esteja activa no mapa, a respectiva legenda de cores aparece no canto inferior esquerdo.

Mais informação no IPMA — Perigo de Incêndio Rural.

Camadas adicionais do mapa

Para além dos ícones de ocorrências, o mapa principal pode mostrar várias camadas opcionais que podem ser ligadas no painel "Mapa" (topo direito). O significado dos ícones e o que cada camada mostra:

Hotspots de satélite (MODIS, VIIRS, IPMA FRP)

Pontos quentes detectados por satélite nas últimas horas. MODIS (Aqua/Terra) e VIIRS (Suomi NPP / NOAA-20) são feeds da NASA FIRMS; "IPMA FRP" é o produto Fire Radiative Power da LSA-SAF, em refresh 15 min. Não é uma confirmação de incêndio — qualquer fonte de calor (fogo, vulcão, fábrica, queimadas) pode aparecer. Útil para confirmar fogos activos visíveis do espaço, especialmente em regiões com poucas ocorrências reportadas.

Descargas elétricas (trovoadas)

Descargas detectadas pela rede do IPMA nas últimas 24 horas. A cor indica a polaridade da amplitude; o tamanho indica o tipo de descarga.

  • Descarga negativa (nuvem-solo) — tipicamente mais energética e mais perigosa para ignição de fogos.
  • Descarga positiva (nuvem-solo).
  • Descarga entre nuvens — desenhada com círculo mais pequeno e mais transparente.
  • Quanto mais antiga a descarga, mais transparente o ícone (≤1h opaco, 1–6h, 6–12h, 12–24h cada vez mais ténue).
Eventos satélite (Gaia)

Disponível na vista /gaia. Pontos vermelhos = eventos activos detectados por satélite; cinzentos = inactivos. Clicar num evento carrega o polígono actual (footprint); o botão "Ver evolução" abre uma timeline animada com a evolução histórica do perímetro.

Vento animado

Partículas que se deslocam segundo o campo de vento previsto pelo modelo AROME do IPMA (componentes u/v a 10 m, hora actual). A intensidade local aparece no canto inferior direito quando o cursor está sobre o mapa, em km/h.

Valor pontual das camadas IPMA

Com qualquer camada de previsão IPMA ligada (temperatura, vento, humidade, precipitação, direcção do vento), clicar (ou tocar) num ponto do mapa mostra o valor da camada nesse local no canto inferior direito. A consulta é feita ao mesmo modelo AROME usado para gerar a camada.

Fontes de dados

A informação apresentada no fogos.pt é agregada de várias fontes oficiais, todas com créditos públicos:

  • ANEPC — Estado das ocorrências (despacho, em curso, em resolução, etc.), meios despachados (operacionais, terrestres, aéreos), localização e natureza do incidente. Recolhido em tempo real através do nosso backend interno.
  • IPMA — Previsão meteorológica horária (modelo AROME para temperatura, vento, humidade, precipitação), Perigo de Incêndio Rural (RCM), índices Canadianos (FWI/ISI/BUI/DC/DMC/FFMC, modelo ECMWF), Fire Radiative Power (LSA-SAF) e descargas elétricas. ipma.pt.
  • NASA FIRMS — Hotspots de satélite MODIS (Aqua/Terra) e VIIRS (S-NPP, NOAA-20). firms.modaps.eosdis.nasa.gov.
  • Plataforma Gaia — Detecção e delineação de eventos de fogo a partir de satélite, com polígonos actuais e timeline histórica do perímetro.
  • Mapas base — OpenStreetMap (CC-BY-SA), Esri World Imagery / Transportation / Boundaries (vista satélite), CARTO Positron (modo IPMA).

Perímetro e propagação (satélite)

Na página de cada incidente aparece, no fundo, um mapa com dois produtos derivados de satélite fornecidos pelo FOCO (Fire Observation and Characterisation Observatory, da VOST Portugal): o perímetro actual do fogo e uma simulação da propagação para as próximas 6 horas. O produto do satélite Meteosat Third Generation (MTG) é gerado a cada 10 minutos; o bloco só aparece quando existe dado satélite associado àquela ocorrência.

Perímetro (polígono vermelho)

Traça a área que os satélites Meteosat Third Generation (MTG) estão a ver com energia radiada suficiente. Cada píxel do satélite tem 2 a 4 km de largura sobre Portugal; o FOCO agrupa as detecções de FRP (Fire Radiative Power — potência radiativa do fogo, em megawatts) das últimas passagens e desenha um polígono. Não é a área ardida oficial do ICNF (compilada a posteriori); é uma indicação em tempo quase-real de onde o fogo está a libertar energia agora.

Propagação (isócronas +1 h a +6 h)

As curvas concêntricas mostram até onde o fogo poderá alastrar em cada uma das próximas 6 horas, hora a hora. É uma simulação de tempo-mínimo-de-viagem (algoritmo de Dijkstra numa grelha de 100 m) que combina: a taxa de propagação de referência calibrada para Portugal (PyroCast), o efeito do vento previsto pelo IPMA (multiplicador exponencial direccional que acelera a cabeça do fogo e trava os flancos), o declive do terreno (Copernicus GLO-90 DEM — a velocidade duplica aproximadamente a cada 10° de subida, segundo a lei empírica de McArthur), e a humidade do combustível vegetal (o DFMC dos combustíveis finos mortos é o factor dominante; acima de ≈30% o fogo praticamente não progride). No mapa, as isócronas aparecem animadas.

Para que serve

É informação de apoio à situação. O perímetro ajuda a perceber a dimensão real do que está a arder no momento; a simulação ajuda a antecipar o que fica na trajectória — aldeias, estradas, infraestruturas — nas próximas horas. O bloco vem também enriquecido com a lista de concelhos e freguesias afectados, calculada por intersecção espacial com a CAOP 2025 da DGT. O selo por baixo do título indica a hora da última passagem satélite processada.

Complementa mas não substitui — limitações importantes

O FOCO não é um detector de fogos nascentes: um incêndio com 1 ou 2 hectares raramente atinge o limiar de energia (50–100 MW) que o satélite precisa para o "ver". Só quando o fogo escapa ao ataque inicial e cresce é que costuma aparecer no MTG. Em resumo: fogos.pt detecta o despacho (o fogo pode ainda ser pequeno); FOCO detecta a energia real irradiada — são complementares. A simulação é um envelope heurístico, não uma previsão: não modela projecção de fagulhas (spotting), supressão activa nem piroconvecção; assume o vento previsto e, se rodar bruscamente ou passar uma frente, a evolução real pode divergir. Fogos maioritariamente do lado espanhol da fronteira aparecem como "Fora da cobertura da simulação", porque as camadas de combustível cobrem apenas o continente. Estes produtos nunca substituem a informação oficial da ANEPC, IPMA ou ICNF.

Dados fornecidos pelo FOCO — VOST Portugal, a partir do produto MTG MTFRPPixel do LSA SAF (EUMETSAT, alojado no IPMA), PyroCast (VOST) para taxa de propagação e humidade do combustível, COS2023 (DGT) para cobertura do solo e carga de combustível, Copernicus GLO-90 DEM para o relevo, e CAOP 2025 (DGT) para os limites administrativos de concelhos e freguesias.

Gráficos de Previsão IPMA (página de detalhe)

Cada incidente tem uma secção com gráficos de previsão do IPMA para a localização exacta do fogo. As variáveis meteorológicas horárias (próximas 48 h) são alimentadas pelo modelo AROME. O FWI e os sub-índices Canadianos são calculados para as 12 UTC com base no modelo ECMWF — e não no AROME. Os produtos LSA-SAF (diários, 7 dias) combinam observação por satélite com previsões do ECMWF. A linha vertical a tracejado vermelho marca a hora actual.

  • Temperatura e humidade — temperatura do ar a 2 m (°C, eixo esquerdo) e humidade relativa do ar (%, eixo direito). Indicador-chave da secura: humidade abaixo de 30% combinada com temperatura elevada acelera muito a propagação.
  • Vento e rajada — intensidade média do vento a 10 m e rajada máxima (km/h). As setas no topo indicam a direcção: a ponta da seta indica para onde o vento sopra.
  • Pressão atmosférica — pressão reduzida ao nível do mar (hPa). Variações bruscas podem indicar aproximação e passagem de superfícies frontais.
  • Precipitação acumulada — precipitação prevista acumulada numa hora (mm). Útil para perceber alívio ou agravamento das condições no terreno.
  • FWI / ISI / BUI — índices Canadianos de risco meteorológico, calculados para as 12 UTC a partir do modelo ECMWF. FWI é o índice final; ISI representa a propagação inicial; BUI o combustível disponível. Valores mais altos = condições mais perigosas.
  • DC / DMC / FFMC — índices de humidade dos combustíveis. DC mede combustíveis profundos (seca prolongada), DMC os intermédios, FFMC os finos à superfície (resposta rápida ao tempo recente).
  • FRM — probabilidade de extremos (%) e anomalia (%) face à climatologia. Sinaliza condições atípicas para a época do ano.

O RCM (Índice Conjuntural e Meteorológico) — que corresponde ao Perigo de Incêndio Rural — não tem gráfico próprio nesta página; é apresentado como camada do mapa principal, com legenda dedicada.

Fonte: IPMA (modelo AROME para as variáveis horárias, modelo ECMWF para os índices Canadianos, e produtos LSA-SAF para os indicadores diários). Dados atualizados a cada corrida do modelo (00 e 12 UTC).